ATROFIA VAGINAL

 

É a situação que acomete frequentemente as mulheres após a menopausa. Menopausa significa a data da última menstruação e a causa é a diminuição acentuada dos hormônios femininos e masculinos produzidos pelos ovários.

A menopausa acontece frequentemente após os 40 anos, mais prevalente entre 45 e 50 anos.

Consideramos menopausa precoce quando deixa de menstruar antes dos quarenta anos. A deficiência hormonal se manifesta com sintoma geral de “ondas de calor”, irritabilidade e insônia, podendo ser suportável, extremamente desagradável e até inexistente. Nem todas as mulheres apresentam estas queixas, mas em muitos casos podem ser extremamente desconfortáveis principalmente porque devido às alterações metabólicas tendem a engordar, às vezes apresentam dores de cabeça, do corpo e nervosismo. Outros sintomas podem aparecer após alguns meses ou anos sendo os mais importantes: queixas na área genital e urinária.

Vagina seca dores e dificuldades de ter relações sexuais, diminuição acentuada da libido, prurido vulvar e até dores no baixo ventre confundem com queixas intestinais, vesicais e ginecológicas.

No aparelho urinário é comum aumentar a frequência de micção, urinando muitas vezes por dia, não conseguindo segurar a urina, perda urinária de urgência, infecções urinárias constantes e dores na bexiga caracterizando o que se conhece como “cistite da menopausa”. A mucosa vaginal, que é a camada que reveste o interior da vagina, perde sua secreção natural, seu muco, ficando muito fina e sensível. Como a parede vaginal anterior é comum com a bexiga, esta parede torna se ressecada, atrofiada, dificultando a distensão total da bexiga- causa dos sintomas urinários. Ocorre uma flacidez dos tecidos, alargamento vaginal e descida da bexiga e uretra. Este quadro pode ficar intenso causando problemas de relacionamento com o parceiro e de ordem social pela insegurança da continência urinária. A flora vaginal que protege a mulher dependente de ação hormonal que se altera com o hipoestrogenismo leva a infecções vaginais frequentes, prurido e odor forte na vagina devido a necrose das células vaginais atrofiadas . Este quadro todo pode ocorrer com maior ou menor intensidade nas mulheres e às vezes pode levar anos para acontecer e em algumas mulheres passar despercebido e até assintomático. Havendo sintomas deve se iniciar o tratamento o mais precoce possível porque atrofia vaginal inicial tem melhores resultados.

TRATAMENTO

Como a causa é déficit hormonal pós-menopausa o tratamento na maior parte das vezes é a reposição hormonal. Esta reposição deverá ser feita sistematicamente com hormônios femininos, ou atualmente com medicamentos por via oral, cremes e pomadas sempre avaliando custo benefício, comparando com os resultados obtidos. Estes hormônios agem principalmente ao nível da mucosa da vaginal tentado recuperar sua vitalidade, aumentando sua espessura e melhorando a flora vaginal.

Ocorre uma regressão de muitos sintomas urinários e vaginais. Todavia este tratamento não recupera a parte profunda da vagina, não recupera o colágeno nem a circulação profunda dos tecidos.

Deve ser usado de maneira CONTÍNUA. Existem pacientes em que não é possível utilizar este tratamento hormonal: pacientes que tiveram câncer ou tem alto risco, antecedentes de problemas circulatórios-varizes, trombose, embolia – doenças sistêmicas não controladas como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, hepatopatias,nefropatias,

Cefaleias, insuficiência coronárias, problemas neurológicos ou dificuldades para tomar hormônios femininos continuamente e não se adaptam as formulações existentes ou querem melhorar sua libido.

Para estas pacientes o tratamento indicado pode ser o Laser intravaginal e vulvar. Este tratamento além de agir sobre a mucosa vaginal atua profundamente recuperando as camadas gordurosas , colágeno e músculo perineais , pois estimula a circulação vascular profunda da vagina e bexiga . Pode ser aplicado na parede vaginal anterior, que é a mesma da bexiga, recuperando a distensão da bexiga, eliminando a urina residual, prevenindo infecções urinárias e os sintomas dolorosos da cistite da menopausa.

Aplicado no ângulo uretral melhora a incontinência urinaria e um rejuvenescimento da vagina, vulva e bexiga, aumento da libido e melhora do desconforto sexual. Em outras indicações pode ser utilizado também o laser vulvar: líquen escleroatrófico, clareamento da vagina, correção de cicatrizes perineais e tratamento de cistos sebáceo redicivantes.

Utilizado intravaginal para corrigir flacidez do períneo e alargamento vaginal.

Algumas mulheres que não apresentam condições para estes tratamentos: hormonal ou laser, a alternativa de usar sempre pomadas hidratantes vaginais. Nesta situação não há tratamento da causa das queixas, mas simplesmente minorizar os desconfortos, sem qualquer ação sobre os sintomas urinários e sexuais.

O tratamento com laser é o CO2 fracionado que penetra em camadas de diversas profundidades.

Deve ser aplicado intravaginal e na região vulvar em duas sessões com intervalo mínimo de 30 dias, tempo para recuperação do colágeno, em regime ambulatorial, sem necessidade de internação ou sedação. A avaliação dos resultados é após 60 dias da ultima aplicação. Pode ser necessária uma nova aplicação após avaliação em um ano.