Videolaparoscopia

Videolaparoscopia

Procedimento de Videolaparoscopia

Realizar uma cirurgia sem grandes cortes,com recuperação rápida da paciente e menor risco de infecção hospitalar. Essas são as vantagens das novas técnicas empregadas hoje pela medicina e que tem colaborado muito na qualidade de vida e produtividade da mulher moderna.

A primeira videolaparoscopia foi realizada no Brasil em 1989 com a retirada de um cisto de ovário sem necessidade de abrir a barriga da paciente. Bastaram quatro cortes de um centímetro cada.

Em uma década, as técnicas avançaram tanto, que hoje é possível fazer, por videolaparoscopia,qualquer cirurgia ginecológica, como plástica ou retirada de trompas e ovários, retirada de miomas, de útero (histerectomia), tratamento de gravidez ectópica (fora do útero) de aderências pélvicas e mesmo casos de câncer ginecológico.

O novo procedimento tem mudado até o comportamento das mulheres que adiavam a solução de seus problemas por medo das cururgias tradicionais e suas complicações.

Do ponto de vista médico a importância está em reduzir muito a ocorrência de formação de aderências pélvicas (tecidos que se aderem durante a cicatrização) muito comum nas cirurgias tradicionais.

A técnica requer equipamento de alta tecnologia e equipe médica especializada. O cirurgião opera, com pinças especiais, orientado por imagens mostradas em um monitor. É feito um pequeno corte no umbigo da paciente e introduzido o conjunto de micro-câmera/fonte de luz.

Tomando como exemplo uma cirurgia para cisto de ovário, no novo método são necessários mais dois pequenos cortes, de meio centímetro, por onde entram as pinças para corte, cauterização, retirada das peças e sutura.

A paciente recebe alta em 24 horas e pode retornar as suas atividades em no máximo uma semana. O incômodo pós-cirúrgico é muito menor e a cicatriz, quase imperceptível, o que contribui muito para o bem estar psicológico da paciente. A alta hospitalar antecipada diminui o risco de infecção hospitalar. Na cirurgia tradicional é feita uma incisão de aproximadamente dez centímetros (semelhante ao corte de cesárea). O pós-operatório é doloroso e leva em média de 20 a 30 dias para que a paciente retorne ás suas atividades normais. A cicatriz resultante compromete esteticamente a mulher.